sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Manual de sobrevivência para totós

Texto apresentado por João Henriques (patrulha 4) no “Dia Fora” do Acaférias 2011

Prefácio

Com o intuito de permitir que uma maior variedade de pessoas, mesmo sem treino prévio, consiga sobreviver nas mais adversas condições terrestres, foi criado este manual. Com uma linguagem de fácil compreensão, este manual vem no seguimento da colecção “Para Totós”, do original em inglês “For Dummies”.

Esperamos somente que não percam o manual no caso de se encontrarem nalguma situação de sobrevivência.


Capítulo I

Sobrevivência na selva

A selva é uma espécie de “Caixa de Pandora” de perigos fatais à sobrevivência de qualquer um, mesmo o mais bem treinado. Quem lá entra raramente sai. Assim, é necessário que este capítulo seja lido com a maior atenção possível e, de preferência, relembrado todas as noites antes de ir dormir.

1. Não pisar a caca dos bichos.

2. Se vir um macaco, comporte-se como ele.

3. Lembre-se que até o mais pequeno animal pode representar um perigo à sua sobrevivência. “As iludências aparudem.”

4. Quando um animal começar a olhar para si e a salivar, não se mexa. Corra somente em último recurso.

5. Mantenha a calma.

6. Não vista fralda nem se arme em Tarzan a saltar de liana em liana e à espera que a Jane lhe vá dar uma beijaça.

7. Faça silêncio e mantenha-se atento.


Capítulo II

Sobrevivência na savana

A grande vantagem de sobreviver na savana em relação a sobreviver na selva é o facto de os grandes predadores, como leões, chitas, ligres, leôncios, leonardos, leopoldos e leopildos, preferirem caçar zebras, impalas, elibúfalos e zebríus.

1. Não pisar a caca dos bichos.

2. Subir às árvores só serve para fugir de leões.

3. Se for mais alto que uma hiena, esta não o atacará.

4. Se aparecer uma chita, morda-lhe na orelha.

5. Se um hipopótamo o estiver a espreitar com o focinhito fofo de fora, não pense que ele quer algum tipo de amizade.

6. Cuidado com os que se escondem entre as ervas. Só o querem atacar.


Capítulo III

Sobrevivência no deserto

O deserto… Quente de dia, frio de noite. Areia, tempestades, animais venenosos e… nada de água. Como se pode sobreviver neste clima?

1. Não pisar a caca dos bichos.

2. Não dispa a camisola. Assim irá prevenir que a água da transpiração se evapore tão facilmente.

3. Evite comer. A água é gasta nos processos de digestão.

4. Os cactos podem parecer feios e ter picos, mas, no seu interior, têm grandes quantidades de água.

5. Cuidado com os escorpiões e cobras venenosas. Podem aparecer em qualquer momento no seu caminho.


Capítulo IV

Sobrevivência na sociedade

Este é, talvez, o ambiente mais agreste e mais propício à concorrência entre indivíduos da mesma espécie. Trata-se de um canibalismo não usual, que não envolve antropofagia mas sim inveja, desentendimentos, agressividade e exclusão de alguns indivíduos.

1. Não pisar a caca dos bichos.

2. Mantenha a calma, não se enerve.

3. Se vir um macaco, não se comporte como ele.

4. Lembre-se: Deus deu-lhe dois ouvidos mas apenas uma boca. Isto diz muito sobre quanto devemos ouvir e quanto devemos falar.

5. Dê-se bem com toda a gente. Nunca se sabe quando pode vir a precisar da ajuda de alguém com quem se dá pior.

6. Não se guie pelas aparências. “As iludências aparudem”.

7. Não vista fralda nem se arme em Tarzan a saltar de liana em liana e à espera que a Jane lhe vá dar uma beijaça.

8. Cuidado com aqueles moços que, quando bebem vinho, deixam uma marca de batom no copo.

9. Não magoes o outro se não queres que o outro te magoe.

10. Cuidado com as cobras e outros animais venenosos. Podem aparecer em qualquer momento no seu caminho.

11. E, por último mas não menos importante, vive! Agarra a Vida!

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