Pelo menos é o que dizem todos os caixotes do lixo em Oliveira do Hospital.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Vale de Ferro
Todos os anos lá íamos, no Domingo de Pentecostes, à tarde. Os naturais de lá foram embora há anos e o lugar ficou deserto e com as casas em ruínas, mas a capela lá está, sobre um morro, coroando a povoação. O lugar foi recentemente repovoado por um casal belga, mas conserva as suas característica de povoação quase deserta. Num extremo da freguesia do Ervedal, já próximo do rio Mondego, à volta só há giestas e não há estrada alcatroada para lá. É um lugar de silêncio e de paz. A capela, no cimo do pequeno outeiro, tem a magestade de um santuário, embora seja pequena e tenha aspecto de velha. O largo da capela, sustentado por uma parede de granito, é bastante rústico, pois a ausência de moradores naturais do lugar proporcionou que não se fizessem lá melhoramentos. Dali está ausente o cimento e o alcatrão: apenas há chão de terra, muro de pedra, rebouco antigo e espinhosas, árvores que, naquela zona, se vêem, com alguma frequência, nos adros. É um despojamento encantador, que nos conserva o passado tal como ele era.
Embora já não haja moradores naturais de lá, naquela tarde, pessoas de toda a Cordinha comparecem em peso! Aquele continua a ser o dia em que, tradicionalmente, ali se celebra a festa de Nossa Senhora das Necessidades, padroeira do lugar. A festa era bela, porque muito simples. Celebrávamos a Missa, e pouco mais. Uns vinham para a Missa, outros nem por isso, mas vinham muitos. Alguns traziam merendas e havia quem chegasse a trazer um acordeão.
Embora já não haja moradores naturais de lá, naquela tarde, pessoas de toda a Cordinha comparecem em peso! Aquele continua a ser o dia em que, tradicionalmente, ali se celebra a festa de Nossa Senhora das Necessidades, padroeira do lugar. A festa era bela, porque muito simples. Celebrávamos a Missa, e pouco mais. Uns vinham para a Missa, outros nem por isso, mas vinham muitos. Alguns traziam merendas e havia quem chegasse a trazer um acordeão.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Se tu visses o que eu vi
No nosso café do Poço da Cruz, o anúncio:
"Excursão ao Algarve. Bom programa com excepção do segundo dia"...
"Excursão ao Algarve. Bom programa com excepção do segundo dia"...
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sábado, 7 de julho de 2012
Os sempre escusados refrães do Pai Nosso
Há cânticos e refrães que alguém se lembrou de juntar ao Pai Nosso, na Missa, e que, entretanto, se difundiram abundantemente. Estes refrães são uma adição que vem completamente a despropósito e que atrapalha mais do que ajuda. Vejamos porquê:
1. Quando o sacerdote convida “rezemos a oração que o Senhor nos ensinou”, espera-se, logicamente, que comecemos a rezar como o texto do Pai Nosso, que foi o que o Senhor nos ensinou, e não outras palavras como “junto ao mar eu ouvi hoje” ou “todo o mundo é um hino de glória”, etc.
2. Ao terminar juntos o Pai Nosso, com as palavras “…mas livrai-nos do mal”, o sacerdote pega nessas palavras para continuar “Livrai-nos de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz…”. Inserindo aqui um refrão corta-se esta unidade contínua de oração que vem no missal.
3. Quando se insere um cântico ou refrão ao Pai Nosso, pode haver um certo desrespeito pelo sacerdote, pois há a tendência de ser alguém do coro a começar a rezar o Pai Nosso, quando esse papel cabe ao Presidente da Celebração.
4. Além de tudo isto, cantar nesse momento cria um espaço morto e alonga extraordinariamente a celebração. Ao inserir estes cânticos, talvez com a intenção de “fazer” uma Missa mais “animada”, contribui-se, pelo contrário, para uma celebração desnecessariamente mais longa e enfadonha, isto é, uma “seca” ainda maior.
5. Pior ainda do que a adição destes refrães é substituir o texto do Pai Nosso por paráfrases do Pai Nosso!
Concluindo, queremos o Pai Nosso puro e autêntico, aquele que “o Senhor nos ensinou”, sem adições que só distraem e enfadam. Temos direito a uma celebração mais simples e verdadeira. É melhor usar esses cânticos noutras partes da Missa. Por exemplo, o “Pai Nosso galego” é um cântico vocacional que entraria bem à comunhão ou apresentação dos dons, mas nunca no Pai Nosso.
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As famosas condições para se ser padrinho
Muitas vezes, os sacerdotes vêem-se na obrigação de dizer a alguém que não pode ser padrinho ou madrinha de Baptismo. Nem sempre as pessoas compreendem as razões para essa negação, que encaram como uma simples lei que alguém se lembrou de impor (talvez com o firme propósito de “acabar com a religião”…).
Os padrinhos têm a missão ajudar os pais educar a criança baptizada na fé cristã; porém, ao escolher os padrinhos, os pais nem sempre têm isso em conta, escolhem os padrinhos apenas por razões afectivas, o que acaba por levantar este tipo de complicações e incompreensões. Vejamos o porquê de algumas “leis” que, embora tenham todo o sentido, nem sempre são bem compreendidas:
Casados pela Igreja
Os padrinhos não têm que ser casados (nem entre si nem com outras pessoas), mas se o forem têm que o ser pela Igreja. Não podem ser padrinhos os que forem casados civilmente. Muito menos podem ser padrinhos os que vivem em união de facto, que é uma situação ainda pior. Porquê? Para um verdadeiro cristão só há um tipo de casamento possível, que é pela Igreja.
Na imitação de casamento que é uma união de facto ocorre o pecado de fornicação, pois implica relações sexuais fora de um verdadeiro casamento. Com a agravante de ser um tipo de fornicação permanente, um estado permanente de pecado que, cada vez mais, se torna socialmente aceite sem contestação e que, por isso mesmo, é vivido sem qualquer tipo de arrependimento.
Já o casamento civil é um tipo de casamento que é útil e válido para os não-cristãos (que também precisam de se poderem casar), mas não serve para os cristãos: as pessoas que, podendo casar pela Igreja, o fizeram de outra maneira desprezam a Deus, excluíram-n'O de uma dimensão tão importante da sua vida como o casamento. Quem é cristão casa-se "à cristão"; se for casar-se "à não-cristão" está a transformar-se, na prática, num não-cristão.
E é aqui que entra a questão dos padrinhos, entendidos enquanto testemunhas de fé: se, num momento como o casamento, Deus e a Igreja passam para segundo plano, ou se as pessoas optam por viver num estado permanente de pecado, como é que podem ser exemplo de fé e de vida cristã para uma criança? Entre outras coisas, o exemplo que passarão para a criança baptizada é de que é indiferente casar "segundo a fé" ou de outra maneira qualquer. Mesmo que lhe digam "eu não me casei pela Igreja, mas tu não faças como eu", o exemplo de vida que se assumiu é aquilo que vai falar mais alto.
Para além daqueles que não se casam na Igreja porque não querem, há os que não se casam na Igreja porque não podem, nomeadamente os que já foram (um dos dois ou mesmo ambos) casados pela Igreja com outra pessoa. Nesse caso, ocorre uma situação de adultério (quer apenas se "juntem", quer se casem civilmente), porque continua "de pé" um casamento católico (ou, eventualmente, dois) que, até prova em contrário, é válido e, portanto, indissolúvel até que a morte os separe, casamento que é ofendido por uma nova união com outra pessoa. Ou seja, na prática, quem assim vive está a fazer os actos próprios dos cônjuges com outra pessoa que não aquela com quem estão casado.*
O Crisma
Os três sacramentos da iniciação cristã são três: o Baptismo; a Confirmação (ou Crisma); e a Eucaristia. Quem recebeu estes três sacramentos completou a iniciação cristã, está plenamente iniciado na Fé. Normalmente todos recebemos o Baptismo e a Eucaristia, mas, muitas vezes, nem todos fiéis adultos chegaram a receber o Crisma. Portanto, os que não foram crismados não têm a sua iniciação completa… Se não estão plenamente iniciados não faz sentido apadrinharem outra pessoa que se está a iniciar. Actualmente, pelo menos na Diocese de Coimbra, é permitido pedir a dispensa do Crisma, mas essa dispensa só é concedida mediante o compromisso (assinado) de celebrar o Crisma logo que possível.
Maiores de 16 anos
Para algumas coisas que exigem uma certa maturidade há, na Igreja, uma idade mínima (por exemplo, para ser ordenado, para casar...). Dezasseis anos é a idade mínima para casar e também para se ser padrinho: este paralelo com o casamento deve levar-nos a reflectir que ser padrinho não é uma coisa para crianças, mas uma tarefa de responsabilidade e maturidade.
* Todas estas irregularidades matrimoniais referidas, para além de impedirem a pessoa de ser padrinho/madrinha (de Baptismo, ou de Crisma), também a impedem de receber a Sagrada Comunhão e os restantes sacramentos, mas por razões ligeiramente diferentes: se no caso do ser padrinho está em causa o testemunho de fé e exemplo de vida cristã a dar à criança baptizada, no caso dos sacramentos está em causa o facto de a pessoa estar em estado de pecado mortal e, portanto, não preparada para receber os sacramentos. Até o sacramento da Confissão estão impedidos de receber, pois a Confissão não é válida se não houver arrependimento e propósito de emenda, e, nestes casos, essas disposições não podem existir, pois a pessoa sairia do confessionário para continuar a viver no mesmo estado de vida.
Também vale a pena referir que estas condições exigidas aos padrinhos não se aplicam aos chamados "padrinhos" de casamento porque, na verdade, no casamento não há padrinhos, mas sim testemunhas.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
domingo, 14 de agosto de 2011
I want to break free!
Quem já assumiu algumas responsabilidades sabe que a liberdade é uma questão de coragem. Há momentos em que a liberdade autêntica está tão longe de “fazer o que apetece”! Tão longe!
Liberdade é ter CORAGEM para tomar as atitudes certas, mesmo que doa. Quer doa aos outros, quer nos doa a nós. Porque quem tem responsabilidades sabe que tudo na vida tem consequências. De facto, nem toda a gente sabe que cada escolha que faz tem as suas consequências. Até não escolher tem consequências!
Ser livre é ser capaz de tomar decisões que, embora sejam as necessárias, são pouco populares. Quem é livre toma essas decisões mesmo sabendo que alguns o hão-de criticar, às vezes até mentido.
Mas, quando temos essa coragem, quando sabemos as consequências das coisas e somos capazes de evitar o pior, que sensação de liberdade! Liberdade autêntica!
Liberdade é ter CORAGEM para tomar as atitudes certas, mesmo que doa. Quer doa aos outros, quer nos doa a nós. Porque quem tem responsabilidades sabe que tudo na vida tem consequências. De facto, nem toda a gente sabe que cada escolha que faz tem as suas consequências. Até não escolher tem consequências!
Ser livre é ser capaz de tomar decisões que, embora sejam as necessárias, são pouco populares. Quem é livre toma essas decisões mesmo sabendo que alguns o hão-de criticar, às vezes até mentido.
Mas, quando temos essa coragem, quando sabemos as consequências das coisas e somos capazes de evitar o pior, que sensação de liberdade! Liberdade autêntica!
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Manual de sobrevivência para totós
Texto apresentado por João Henriques (patrulha 4) no “Dia Fora” do Acaférias 2011
Prefácio
Com o intuito de permitir que uma maior variedade de pessoas, mesmo sem treino prévio, consiga sobreviver nas mais adversas condições terrestres, foi criado este manual. Com uma linguagem de fácil compreensão, este manual vem no seguimento da colecção “Para Totós”, do original em inglês “For Dummies”.
Esperamos somente que não percam o manual no caso de se encontrarem nalguma situação de sobrevivência.
Capítulo I
Sobrevivência na selva
A selva é uma espécie de “Caixa de Pandora” de perigos fatais à sobrevivência de qualquer um, mesmo o mais bem treinado. Quem lá entra raramente sai. Assim, é necessário que este capítulo seja lido com a maior atenção possível e, de preferência, relembrado todas as noites antes de ir dormir.
1. Não pisar a caca dos bichos.
2. Se vir um macaco, comporte-se como ele.
3. Lembre-se que até o mais pequeno animal pode representar um perigo à sua sobrevivência. “As iludências aparudem.”
4. Quando um animal começar a olhar para si e a salivar, não se mexa. Corra somente em último recurso.
5. Mantenha a calma.
6. Não vista fralda nem se arme em Tarzan a saltar de liana em liana e à espera que a Jane lhe vá dar uma beijaça.
7. Faça silêncio e mantenha-se atento.
Capítulo II
Sobrevivência na savana
A grande vantagem de sobreviver na savana em relação a sobreviver na selva é o facto de os grandes predadores, como leões, chitas, ligres, leôncios, leonardos, leopoldos e leopildos, preferirem caçar zebras, impalas, elibúfalos e zebríus.
1. Não pisar a caca dos bichos.
2. Subir às árvores só serve para fugir de leões.
3. Se for mais alto que uma hiena, esta não o atacará.
4. Se aparecer uma chita, morda-lhe na orelha.
5. Se um hipopótamo o estiver a espreitar com o focinhito fofo de fora, não pense que ele quer algum tipo de amizade.
6. Cuidado com os que se escondem entre as ervas. Só o querem atacar.
Capítulo III
Sobrevivência no deserto
O deserto… Quente de dia, frio de noite. Areia, tempestades, animais venenosos e… nada de água. Como se pode sobreviver neste clima?
1. Não pisar a caca dos bichos.
2. Não dispa a camisola. Assim irá prevenir que a água da transpiração se evapore tão facilmente.
3. Evite comer. A água é gasta nos processos de digestão.
4. Os cactos podem parecer feios e ter picos, mas, no seu interior, têm grandes quantidades de água.
5. Cuidado com os escorpiões e cobras venenosas. Podem aparecer em qualquer momento no seu caminho.
Capítulo IV
Sobrevivência na sociedade
Este é, talvez, o ambiente mais agreste e mais propício à concorrência entre indivíduos da mesma espécie. Trata-se de um canibalismo não usual, que não envolve antropofagia mas sim inveja, desentendimentos, agressividade e exclusão de alguns indivíduos.
1. Não pisar a caca dos bichos.
2. Mantenha a calma, não se enerve.
3. Se vir um macaco, não se comporte como ele.
4. Lembre-se: Deus deu-lhe dois ouvidos mas apenas uma boca. Isto diz muito sobre quanto devemos ouvir e quanto devemos falar.
5. Dê-se bem com toda a gente. Nunca se sabe quando pode vir a precisar da ajuda de alguém com quem se dá pior.
6. Não se guie pelas aparências. “As iludências aparudem”.
7. Não vista fralda nem se arme em Tarzan a saltar de liana em liana e à espera que a Jane lhe vá dar uma beijaça.
8. Cuidado com aqueles moços que, quando bebem vinho, deixam uma marca de batom no copo.
9. Não magoes o outro se não queres que o outro te magoe.
10. Cuidado com as cobras e outros animais venenosos. Podem aparecer em qualquer momento no seu caminho.
11. E, por último mas não menos importante, vive! Agarra a Vida!
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Jovens deixam-se surpreender no Acaférias 2011
Quem participou? Este campo de férias é aberto a todos os Jovens das paróquias que tenham completado o 7º ano de Catequese, pelo que as suas idades variavam entre os treze e os vinte e três anos, embora a média andasse pelos dezasseis ou dezassete. Ainda que os Jovens fossem maioritariamente da paróquia de Seixo da Beira, havia participantes também de Bobadela, Ervedal da Beira, Lagares da Beira, Lageosa, Lagos da Beira e Travanca de Lagos. Com uma equipa de onze animadores jovem (o mais velho, o sacerdote, com vinte e sete anos) e maravilhosa, o Acaférias deste ano teve um total de 57 pessoas acampadas na mata generosamente cedida pelo Sr. João Veríssimo, onde chegaram no transporte providenciado pelo Município de Oliveira do Hospital.
Quais são os objectivos? Tratando-se de uma actividade essencialmente pastoral, os objectivos do Acaférias são sempre a formação humana e cristã dos Jovens. Neste sentido, o tema deste ano foi “Agarra a Vida”: os Jovens, ao começar a sua vida, precisam de a agarrar e viver como vale a pena, com a consciência de que essa vida é dom de Deus e de que só Deus pode dar a Vida verdadeira (daí o “V” maiúsculo de “Vida”).
Que tipo de acampamento? Uma das características mais marcantes do Acaférias é o facto de ser aquilo a que se chama “campismo selvagem”: no meio de uma mata, onde não existe qualquer tipo de infra-estruturas (apenas um furo com a respectiva bomba de água), armamos as tendas, montamos a cozinha e as mesas de refeição, escavamos as latrinas, e preparamos os espaços onde tomamos banho e construímos a “rodinha” (círculo onde nos reunimos).
Que actividades realizaram? Divididos por “patrulhas”, os Jovens jogam os jogos e desempenham todas as tarefas necessárias, tais como ajudar na cozinha, lavar a loiça, manter o campo limpo e arrumado… Entre as diversas actividades, destacam-se a Eucaristia (celebrada nos dois domingos na capela da Barra de Mira, com a comunidade local), a vigília de oração, o “raid” (caminhada com pistas até à praia da Costa Nova), a “caça”, o “paint-balão” (como o “paint-ball”, mas com… balões de água!), o “Dia fora” (contacto com a comunidade local), o “Dia com…” (este ano com o Sr. Fernando, da Cáritas), as tardes de praia com os seus jogos…
E para o ano? O Acaférias é para todos uma experiência única, inesquecível, que nos marca para toda a vida. Uma vez mais, o Acaférias contribuiu de facto para o crescimento espiritual e humano dos Jovens. Estamos motivados e, por isso, todos os animadores respondem aos Jovens ansiosos: “Sim, é para continuar para o ano! Deixem-se surpreender!”
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Homem Novo - Acaférias 2010
Jovem,
Ser Homem Novo é manter-se sempre jovem. Ser Homem Novo e Mulher Nova é olhar o mundo com olhos novos, mesmo que a pele em volta dos olhos ganhe pés de galinha e outras rugas.
Ser Homem Novo e Mulher Nova é olhar os outros homens e mulheres com um olhar que é novo, porque é o olhar primeiro, o olhar de Deus no “princípio”, quando Ele os criou à Sua imagem.
É descobrir a Beleza que o próprio Deus pôs em nós, ainda que tantas vezes esteja disfarçada ou desfigurada por nós próprios.
É assumir o Compromisso forte de quem sabe que só a Entrega nos dá uma grande Liberdade, mesmo que isso pareça contraditório.
Ser Homem e Mulher Novos é saber conciliar o equilíbrio entre a Justiça e a Partilha.
Ser Novo é casar a Sinceridade com a Responsabilidade e saber que só com as duas ao mesmo tempo é que podemos falar.
Só podemos ser Homens Novos graças a Deus, percebendo que a Santidade não está acabada mas é um caminho que se faz todos os dias um bocadinho, por pouco que seja.
Mas deitamos tudo isto a perder se não tivermos Fidelidade a Deus, aos amigos (e não só…), a nós próprios, ao compromisso que assumimos…
Ser jovem é um “pormenor” que passa com o tempo. Mas ser Homem Novo pode (deve!) durar toda a vida.
És Jovem. Já és Novo?
Texto de abertura do cancioneiro do Acaférias 2010 (acampamento dos jovens das nossas paróquias), Poço da Cruz, Barra de Mira, 23 de Julho a 2 de Agosto de 2010.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Festa das Famílias em Aldeia Formosa
A Festa das Famílias deste ano foi uma experiência muito positiva para todos os que passaram a tarde do passado Domingo, dia 3 de Janeiro, em Aldeia Formosa (Seixo da Beira), no salão da ARCAF. Houve uma redução do número de participantes em relação ao ano anterior (este ano estiveram presentes cerca de 150 pessoas), mas ganhámos pela qualidade e alegria do convívio. E nem por isso o salão da Associação de Aldeia Formosa deixou de ficar composto.
Pelas 13h30m, o grupo de casais, a quem coube a responsabilidade da preparação deste encontro e a confecção do almoço, iniciou a distribuição de um saboroso rancho pelas mesas cheias de pessoas que vieram um pouco de todas as sete paróquias. De facto, mesmo que com poucas pessoas nalguns casos, não houve nenhuma das nossas sete paróquias que não estivesse representada.
Depois do almoço, três jovens animaram o ambiente com as suas concertinas dando ocasião a um pouco de baile. De seguida, o grupo de casais, com a sua boa disposição e espírito de improviso, subiu ao palco e arrancou vivas gargalhadas dos presentes com uma divertida comédia sobre o atribulado Domingo de uma família de pessoas muito diferentes… E porque o improviso foi palavra de ordem, uma criança, o Afonso, de microfone em punho, surpreendeu toda a gente revelando-se um precoce candidato ao Festival da Canção! Seguiu-se um momento bastante aguardado. Na parede foram projectadas fotografias de todos os presépios das igrejas e capelas das nossas paróquias, que foram sujeitos à avaliação das coordenadoras da catequese no dia 27 de Dezembro. Depois de todos terem visto os presépios, foram revelados os vencedores: em 3º lugar, o das Seixas, com 104 pontos; em 2º lugar, o da igreja matriz de Meruge, com 110 pontos; e, em 1º lugar, os de Seixo da Beira e Vila Franca da Beira, ambos com 118 pontos.
Foi, sem dúvida, uma verdadeira tarde de encontro e de autêntico convívio, onde todos contactaram com pessoas vindas de lugares tão diferentes e que, apesar de relativamente próximos, são ainda muito desconhecidos. Foi, por isso, um encontro de verdadeiro convívio, porque conviveram as famílias e porque tomámos consciência da beleza da família alargada que são as nossas sete paróquias.
Publicado no Astrolábio, boletim das paróquias de Ervedal da Beira, Lagares da Beira, Lageosa, Lagos da Beira, Meruge, Seixo da Beira e Travanca de Lagos.
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