terça-feira, 6 de julho de 2010

Homila da Missa Nova

Igreja matriz de Arganil, 3 de Julho de 2010, Domingo XIV do Tempo Comum, ano C

Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.

Porquê pedir a Deus que envie operários para a sua seara? Deus não precisa de ser convencido a enviar operários para a sua messe. Mas fazemos esta oração por causa de nós próprios. Não tanto para convencermos a Deus mas para nos convencermos a nós. É impossível pedirmos a Deus que envie trabalhadores sem nos sentirmos comprometidos a sermos também, nós próprios, enviados. Quando eu rezo a Deus para enviar operários eu próprio acabo por dizer a mim mesmo que estou disponível para ir. E quando peço a Deus que envie alguém isso faz com que eu acabe por Lhe dizer também: «Aqui estou eu, envia-me!». Foi o que se passou comigo. Comecei a pedir a Deus que enviasse apóstolos, evangelizadores. E o pensamento mais lógico que se seguiu foi, precisamente «E porque não eu?». Este é o pensamento mais lógico que se segue porque estamos a pedir a Deus uma coisa tão nossa, uma coisa da qual sentimos que fazemos parte (porque é da Igreja que se trata), que acaba por não ter sentido nenhum pedi-la sem nos sentirmos implicados. Acaba por não ter sentido nenhum dizer «Envia os outros», ou então «Envia os filhos dos outros». Não. Se eu rezo ao Senhor para enviar trabalhadores para evangelizar e se rezo isso com o coração então não digo «Envia os outros», mas digo antes «Envia os outros e envia-me também a mim!».
Foi o que aconteceu comigo. Ao princípio nem queria ir. Mas o Senhor moldou-me o coração aos poucos. E fui pegar num livro dos evangelhos que o Sr. Reitor Manuel Contumélias nos tinha entregue no final do quarto ano de catequese, no Mont’Alto. Arrumei o livro na estante e nunca mais lhe liguei. Mas um dia deu-me a curiosidade de o descobrir. E houve duas passagens que me marcaram. Uma delas foi esta, «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe». A outra foi «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres» (Lucas 4, 18a), a frase escolhida para as estampas de ordenação e missa nova. Comecei a rezar e senti-me enviado. Porque quando rezamos pelas vocações sentimo-nos vocacionados e enviados. Enviados como leigos, como padres, como missionários… É através desta oração que o Espírito Santo faz nascer vocações. É daqui que nascem cristãos leigos empenhados e com consciência missionária. É daqui que nascem também os padres. Olhando só às aparências, e vendo as coisas só com o nosso pobre olhar humano, Arganil pode parecer que se está a tornar cada vez mais um terreno árido para a fé. Não é verdade! É precisamente aí, nos lugares onde aparentemente (aparentemente!) só há deserto, que o Espírito Santo nos surpreende. Mais ou menos como a Natanael que, ao saber que Jesus era de Nazaré, disse: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?». Mas o Apóstolo Filipe respondeu-lhe: «Vem e verás!» (João 1, 46). Então o que nos falta é isto: deixarmos de olhar para as nossas terras com um olhar derrotista como se já não houvesse fé ou como se Deus nos tivesse abandonado.
Mas pedir ao Senhor da messe que envie trabalhadores também nos serve para outra coisa ainda: serve para nos dar humildade. Serve para tomarmos consciência de que é Ele que nos envia, não somos nós que nos enviamos, nem é mais ninguém que nos envia. E por isso é a Ele que anunciamos, não nos anunciamos a nós próprios. Jesus envia os setenta e dois aos pares, e não sozinhos, para que não se sintam donos da missão. E envia-os para prepararem chegada de Jesus Cristo: portanto isso é que interessa, e não as nossas habilidades pessoais, nem o nosso sucesso. Ser discípulo não é uma carreira, porque a Igreja não é uma empresa! Rezar ao Senhor da messe liberta-nos da presunção e transforma-nos em apóstolos verdadeiros.
Precisamos de continuar a pedir ao dono da messe que envie operários para a sua messe. Mas pedir com o coração! E pedir com o coração é dizer «eu estou aqui: envia-me também! Faz de mim um testemunho eficaz para todos os que me vêem todos os dias». Pedir com o coração é dizer «aqui está o meu filho: se o chamas para padre leva-o e faz dele um apóstolo fecundo!». Porque é que continuamos, teimosos, a recusar estas coisas? Afinal Jesus Cristo é importante para nós ou não? Será que amamos Jesus Cristo o suficiente para irmos e para deixarmos ir os nossos? Ou será que Jesus Cristo, para nós é só um conjunto de ideias e de valores? É que as ideias não se amam, estudam-se. E os valores qualquer pessoa os tem, até os não crentes. Ninguém dá a vida por valores nem por ideias abstractas. Mas se Jesus Cristo for para nós uma Pessoa viva, que nos ama e que nos chama, então entregamo-nos a Ele. No dia em que começarmos a viver Jesus Cristo assim, rezaremos ao Senhor da seara para que envie trabalhadores para a sua seara; e haverá padres; e as igrejas vão encher-se de cristãos sinceros que, ao sair de lá, vão levar a alegria que é Jesus Cristo a todas as pessoas que encontrarem.

sábado, 26 de junho de 2010

Domingo XIII do Tempo Comum Ano C

Quem põe a mão ao arado e olha para trás não serve para o Reino de Deus.
Seguir Jesus.
Seguir Jesus é cortar com tudo aquilo que é incompatível com Ele. Quem segue Jesus faz-se a um caminho onde é preciso renunciar a tantas coisas a que estamos apegados e nem sempre nos fazem bem.
Mas quantas vezes, depois de aderirmos a Jesus Cristo, ficamos a olhar para trás, a “chorar as cebolas do Egipto”! Quantas vezes pegamos no arado do seguimento de Jesus olhando com inveja o pecado que outros gozam e que nós sentimos como um caminho que nos está “lamentavelmente” vedado!
Mas ser cristão não é apenas renunciar. Ser cristão é seguir Alguém bom, Alguém que sentimos que é o maior dos bens. Seguir Jesus é ser como aquele coleccionador de pérolas que descobre uma pérola muito melhor do que todas as outras e vende toda a sua colecção para a comprar. Seguir Jesus é descobrir Alguém muito melhor do que todos esses caminhos desviados que abandonámos mas que às vezes ainda invejamos ou olhamos com saudade.
Seguir Jesus não é aderir a umas ideias com base no cristianismo. Não amamos as ideias. As ideias não se amam, estudam-se. As pessoas, sim, a essas é que nós amamos. Seguir Jesus é amar uma pessoa viva, não é seguir ideias. Só esse amor pessoal é que nos pode dar força para renunciar. Seguir Jesus é mudar de vida: o encontro com Ele é um encontro com uma pessoa tão viva que nos faz diferentes a partir daí. Na primeira leitura Eliseu queima o arado, símbolo da profissão que teve até aí, para indicar que vai passar a ter uma nova vida.
Nós, que pegámos neste arado, olhemos em frente e, em vez de chorarmos olhando para trás, para as coisas que deixámos, olhemos em frente para as coisas muito melhores que Jesus Cristo nos dá.

sábado, 12 de junho de 2010

Domingo XI do Tempo Comum ano C

A pecadora que chora aos pés de Jesus e os enxuga com os cabelos em casa do fariseu Simão
A confissão (sacramental) é um acto de humildade. Muitos não são capazes!
Quem não quer reconhecer os seus pecados vai-se justificando com desculpas superficiais. Vai dizendo (aos outros e a si mesmo, enganando-se a si próprio) que não tem pecados, mas apenas erros normais, porque “errar é humano”…
«A tua fé te salvou: vai em paz.» Apesar das desculpas fáceis, o remorso persiste: só o reconhecimento do mal que fizemos e a aceitação do perdão de Deus é que nos trazem a paz.
A mentalidade de Simão fariseu é a mentalidade:
- De quem está convencido que não erra, porque cumpre escrupulosamente todos os seus preceitos religiosos;
- De quem está convencido que consegue comprar a salvação com as suas obras, por mérito próprio;
- E de quem se acha autorizado a julgar outros porque acha saber com toda a certeza se estão salvos ou condenados.
Era também a mentalidade de Paulo, até descobrir Jesus Cristo e chegar à conclusão de que a salvação é dom que Deus nos dá e que nos dá de graça: não é uma conquista nossa, não somos nós que a compramos com os nossos méritos. São Paulo descobre que a salvação não está em cumprir à risca os preceitos da pureza legal, descobre que a Lei não salva: a Lei só aponta um caminho; a Lei é apenas um juiz que me indica que errei aqui e ali, neste e naquele preceito. Mas não me dá o perdão por eu ter falhado neste ou naquele ponto; indica-me que falhei ali, mas não me absolve. O perdão só Jesus Cristo é que mo pode dar. Só Ele é que o dá e dá-o de graça. Dá-o de graça porque eu não o mereço: eu sou um pecador do pior! Um miserável que faz maldades! Mas Ele ama-me mesmo assim, perdoa-me de graça porque me ama. A salvação é grátis porque não é fruto de eu a merecer, mas porque Deus ma dá apenas e só porque me ama.
Então o que é que falta para esse perdão acontecer?
Falta saíres da tua casca.
Falta aceitares esse perdão.
Falta deixares de ser convencido e de te enganares a ti próprio a dizeres que não tens pecados.
Falta não teres vergonha de te ajoelhares à frente de Jesus Cristo sem medo de Lhe chorares aos pés.
E falta deixares de ver os outros pecadores (pecadores como tu! e tu como eles!) com olhos de maldade e de condenação para os começares a olhar com os mesmos olhos com que Jesus os olha.
Só é perdoado quem ama.
Falta começares a amar, porque só ama quem é capaz de pedir perdão. E só consegue perdoar quem já se sentiu necessitado de perdão.
Se amas verdadeiramente a Deus então vais conseguir admitir que fizeste aquilo que é mal. Porque se O amas sentes que Ele te ama. E por isso não vais ter medo de te apresentar manchado diante dEle. Vais apresentar-te diante dEle como és, para pedir perdão, e não para te orgulhares inutilmente dos teus alegados méritos.
E vais começar a olhar os outros de maneira diferente, porque quem sente a alegria do perdão ama e perdoa. Porque reconheces a compaixão de Deus e vais viver também essa compaixão quando olhares os outros.
Jesus, Coração de bondade, perdoa-nos e faz-nos participar da tua compaixão.
Bibliografia: José-Román Flecha, Mesías y Señor, Edibesa.

domingo, 25 de abril de 2010

Onde é que estava Deus?

Deus estava , onde sempre esteve! O Crucificado continua a sofrer hoje. No sismo, na guerra, na violência, principalmente contra os inocentes, na fome, na miséria, em todo o lado onde nos parece que Ele está ausente é precisamente aí que Ele está! Ele sempre esteve a sofrer com os que sofrem. A pergunta certa não é «onde é que está Deus?», mas sim «onde é que estou eu?»; a pergunta certa não é «o que é que eu penso de Deus?», mas «o que é que Deus pensa de mim?»: isso é que é importante! Ele, o Crucificado, sempre esteve lá. Ele é o único que encarna a vida humana na sua totalidade, o único Deus que assume todo o sofrimento. Onde alguém sofre, Ele sofre. Por isso é que a nossa fé não é vaga, nem alienada, nem “etéreo-gasosa”; por isso é que a nossa fé não se perde nas nuvens, mas assume tudo aquilo que a vida é. Por isso é que a vida eterna não é uma coisa de mortos, mas é aquilo que começamos a viver aqui, agora, já! Na verdade, a vida eterna é o convívio com Deus.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Contradições de hoje

Nestes tempos hipócritas um Padre não pode chegar à soleira da porta da igreja e abrir a boca para bocejar porque isso é um atentado contra a liberdade religiosa e contra o Estado laico.

sábado, 10 de abril de 2010

Ver para crer

João 20,19-31
João escreve para cristãos do fim do século I, que já não tinham conhecido Jesus nem talvez nenhum dos doze apóstolos e têm dificuldade em acreditar. Queriam, como nós queremos tantas vezes, ver com os próprios olhos, tocar, ter provas de que Jesus ressuscitou. Tomé é o símbolo dessas dificuldades.
«Felizes os que viram», dizemos nós. Mas Jesus responde-nos: «Felizes os que acreditam sem terem visto». Não é por termos mais mérito, ao realizarmos uma tarefa mais difícil, porque não é de méritos que se trata. Somos felizes porque acreditamos com mais amor gratuito. Gratuito porque acreditamos sem provas.
Apesar de Tomé ter exigido tocar, não é dito no texto que ele, depois, tenha de facto tocado. Não precisou de tocar: viu e ouviu e fez a mais bela e completa profissão de fé em todo o evangelho segundo São João. Na verdade, o título «meu Senhor e meu Deus», no contexto bíblico, só é aplicável ao próprio Yahweh, com Quem São Tomé identifica Jesus. «A fé vem pelo ouvido»: «Eu sou o Bom Pastor, as minhas ovelhas escutam a minha voz». As ovelhas conhecem a voz do Pastor e vão a correr para Ele, sem necessidade de aparições.
No Dia do Senhor os discípulos estão em casa e o Senhor aparece a dar-lhes a paz. «Casa» significa a Igreja, a comunidade. E é no Domingo e oito dias depois (e todos os oito dias!) que o Ressuscitado os visita. Eles também são os mesmos, mais um, menos um… É aqui, em casa, que encontramos o Ressuscitado. No Dia do Senhor e todos juntos! É aqui que ouvimos a voz (a Palavra!) do Ressuscitado, que nos leva a professar a fé, como São Tomé. Quem anda à espera de provas para acreditar provas é coisa que nunca encontrará. Jesus recusa-se a fazer milagres para dar provas. Não O podemos ver, mas basta-nos ouvir a Sua voz. Não há provas, nem dEle nem contra Ele: o que há é a disponibilidade do nosso coração para O ouvir e acolher. Se O quisermos acolher tê-lo-emos connosco; senão, também não teremos provas.
Quem fica sozinho no Dia do Senhor podendo vir à casa da comunidade, quem se recusa a reunir dizendo que reza sozinho, que se confessa a Deus e não precisa da Missa porque faz as suas orações… talvez tenha (ou não) uma experiência de Deus, mas não tem experiência do Ressuscitado, porque é quando nos reunimos que Ele nos visita.
O Evangelho segundo São João conclui (concluía na redacção inicial) dizendo que foi escrito «para acreditardes» e «para que, acreditando, tenhais a vida». Até aos apóstolos custou a acreditar, de tão sobrenatural que é o acontecimento da ressurreição. Do mesmo modo que nem muitos dos que viram os milagres de Jesus acreditaram. «Quando vier o Filho do Homem encontrará fé sobre a terra?» Quem sabe até que ponto Jesus Cristo não terá sido o único verdadeiro crente! A fé é um passo arriscado, mas temos que ser nós (cada um de nós) a dá-lo! Exige de nós uma confiança profunda, como a que precisa a criança que avança desamparada para os braços estendidos da mãe quando aprende a andar. Se estivermos à espera de umas muletas em vez de arriscarmos avançar, mesmo com o medo de cair, nunca vamos aprender a andar. Temos que confiar no Pai, em vez de estar à espera que Ele nos segure sempre, se queremos aprender a caminhar.
Senhor Jesus, meu Senhor e meu Deus, eu creio, mas aumenta a minha fé!
Domingo II da Páscoa, ano C

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Páscoa

Origem da festa da Páscoa
A Páscoa começou por ser uma festa de pastores nómadas anterior a Moisés e comum a outros povos para além do povo hebreu. Era a festa da Primavera, quando a vida recomeçava, quando os pastores partiam com o gado em busca de novas pastagens. Na primeira lua cheia da Primavera sacrificava-se um cordeiro (Êxodo 3,18) cuja carne era assada ao fogo e comida com pão sem fermento e ervas amargas. Comia-se em situação de quem estava em viagem. O sangue do cordeiro (sangue, símbolo da vida) era aspergido sobre as entradas das casas ou tendas como prece para que fosse protegida a vida das pessoas e dos animais

A Páscoa e o Êxodo
É este rito pastoril que os israelitas vão transformar na sua mais importante festa: a festa comemorativa da sua saída da escravidão do Egipto. Páscoa significa passagem: passagem da não-vida para a vida, a primavera do povo de Deus, a maneira extraordinária como Deus os reuniu, os libertou, os fez nascer como povo. Mas esta celebração nunca foi um simples recordar, não era pensar nos antepassados que foram, há séculos, libertos da escravidão. Não! Em cada geração, cada membro deste povo, ao celebrar todos os anos a Páscoa, há-de considerar-se a si mesmo como salvo do Egipto. Celebrar o Êxodo é torná-lo vivo, presente, é sentir que hoje Deus nos liberta de tantos "egiptos". É também uma festa de futuro, de esperança escatológica: celebrar a Páscoa é atirar-se na esperança para um futuro de vida que esperamos do SENHOR.

A Páscoa de Jesus
A Páscoa de Jesus é a sua passagem deste mundo para o Pai. Na última ceia, Ele antecipa sacramentalmente a Sua entrega livre e consciente. Toda a Sua vida foi um fazer-Se pão partido para dar vida à humanidade (João 6); agora, em plena ceia da Páscoa judaica, Ele apresenta-Se como o verdadeiro Cordeiro pascal, que Se vai oferecer em sacrifício pela vida de todos. E a Páscoa judaica, recordação e esperança da grande libertação, é transformada, ultrapassada em absoluto: agora a Páscoa torna-se a libertação completa do pecado e da morte, torna-se o dom completamente gratuito da vida. É a Páscoa de Jesus!

A nossa Páscoa
Pela celebração da eucaristia, esta Páscoa de Jesus, embora seja irrepetível, torna-se presente aqui e agora, para nós! É viver hoje a salvação de Jesus, de uma maneira ainda mais perfeita do que os judeus vivem hoje o Êxodo, apesar de terem passado séculos. E é esperança escatológica para o futuro. Celebrar a Eucaristia é tomar parte na doação pessoal de Jesus. É memória que torna presente Deus que actuou no passado em nosso favor, que actua no presente e há-de continuar a actuar no futuro. Cristo é a nossa Páscoa: viver a Páscoa é viver o próprio Cristo imolado e ressuscitado.

Publicado no Astrolábio, boletim das paróquias de Ervedal da Beira, Lagares da Beira, Lageosa, Lagos da Beira, Meruge, Seixo da Beira e Travanca de Lagos.
Bibliografia consultada: António Maria Bessa Taipa, O Mistério da Páscoa, in A Celebração do Mistério Pascal - Tríduo Pascal (VIII Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica), Boletim de Pastoral Litúrgica, Fátima Janeiro/Setembro de 1983, páginas 7 a 18.